'Eu havia reclamado, insensata, do vácuo que se vive entre amores. Ousei dizer que esses espaços de tempo entre desencanto e
reencanto eram lacunas de morte dentro de uma vida. Tropecei feio no
comentário. Vejo agora: estava acomodada naquela trincheira. Escondida e adorando.
Água, sombra e uma paz paradisíaca. O reamor veio em minha vida nas horas mais
oportunas, mas dessa vez, sinto, veio pra me apavorar. Puxou pelos braços,
pelos cabelos, pelas vísceras. Eu não quis. Não agora. O desejo era livre, errante, como a dona; não tinha
direcionamento, e, por isso, não tinha limites, o que me fazia sentir imensa e
invencível. Eu sabia, em alguma esquina de mim mesma, que era uma questão de
tempo até aquele desejo encontrar um novo objeto para se fixar. O perigo dessa
iminência, dessa vulnerabilidade nos meus afetos me excitava e me fazia sorrir
com cada encontro, desencontro, despedida. Deixei vagar. Perdeu-se de mim. Voltou antes que eu chamasse. Teimoso.'
Mostrando postagens com marcador reamor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reamor. Mostrar todas as postagens
3.11.12
15.2.12
dar a cara a tapa
Vem, que eu já fiz o café, já penteei o cabelo, já arrumei o coração e lugar não te falta. Vem, que já abri as cortinas, varri o chão e lavei a cara. Vem, mas bate antes. E me espera abrir, que eu demoro. Pode vir e espera. Vem com o tapa que eu venho com a cara.
Uma amiga me dizia, pra gostar é preciso ficar vulnerável. Como é difícil estar vulnerável de novo. Como é difícil perceber que não se está vulnerável, que se é.
Eu nasci pro reamor.
2011.
Assinar:
Postagens (Atom)
